Benefícios do Café para a Saúde
O café geralmente não é tido como um alimento saudável, mas diversos estudos realizados recentemente sugerem que ele pode ser uma bebida altamente benéfica. Pesquisadores apuraram fortes evidências de que o café reduz o risco de diversos males, como a diabetes, doença cardíaca e a cirrose do fígado.
Entre elas está uma análise sistemática publicada no The Journal of the American Medical Association, que concluiu que aquele habitual cafezinho era apropriadamente associado a um menor risco do desenvolvimento da diabetes tipo 2. Exatamente pelo que ele não é conhecido. Mas os autores das pesquisas deram diversas explicações.
O café contém anti-oxidantes que ajudam a controlar o dano causado às células que podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Ele é também uma fonte de ácido clorogênico, que em experiências com animais tem se mostrado um redutor das concentrações de glicose. A cafeína, talvez o componente mais famoso do café, parece ter pouco a ver com tudo isso: estudos realizados com café sem a substância observaram o mesmo grau de probabilidade de redução.
Quantidades maiores de café parecem ser especialmente úteis na prevenção da diabetes. Em nota que reúne dados estatísticos de muitos estudos, pesquisadores apuraram que pessoas que bebiam de 4 a 6 xícaras de café por dia tinham 28% a menos de chances de desenvolver a doença, comparado com aquelas que bebiam 2 ou menos. Quem bebia mais de 6 xícaras tinham uma redução de risco em 35%.
Alguns estudos mostram que o risco cardiovascular também diminui com o consumo de café. Usando dados sobre mais de 27 mil mulheres, com idades entre 55 e 69 anos no Estudo da Saúde da Mulher de Iowa e acompanhadas durante 15 anos, pesquisadores noruegueses descobriram que as mulheres que bebiam de 1 a 3 xícaras de café ao dia reduziam o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares em 24% em relação àquelas que não bebiam café.
Mas à medida que a quantidade crescia, o benefício decrescia. Com mais de 6 xícaras ao dia, o risco não era reduzido de forma significativa. Ainda sim, depois de um filtro de controle por idade, fumo e consumo de álcool, as mulheres que bebiam de 1 a 5 xícaras de café ao dia - com ou sem cafeína - reduziram o risco de morte por qualquer uma das causas em 15% a 19% durante o estudo, comparado àquelas que não consumiam qualquer porção da bebida.
As descobertas, que foram publicadas na edição de maio do The American Journal of Clinical Nutrition, sugerem que anti-oxidantes no café podem abrandar inflamações, reduzindo o risco de distúrbios relacionados a elas, como a doença cardiovascular. Diversos componentes no café podem contribuir com seu potencial anti-oxidante, inclusive o fenol, componentes voláteis de aroma e oxazolas, que são eficientemente absorvidos.
Em outra análise, publicada em julho no mesmo periódico, pesquisadores apuraram que uma típica porção de café contém mais anti-oxidantes do que um copo de suco de uva, de arando, de framboesa ou de laranja.
As mesmas propriedades anti-inflamatórias podem explicar por que o café parece diminuir o risco da cirrose relacionada ao álcool e do câncer no fígado. Este efeito foi observado pela primeira vez em 1992. Estudos recentes, publicados em junho na The Archieves of Internal Medicine, confirmaram a descoberta.
Ainda sim, alguns especialistas acreditam que beber café, e particularmente o consumo de cafeína, pode resultar em conseqüências negativas para a saúde. Um estudo publicado em janeiro no The Journal of the American College of Cardiology, por exemplo, sugere que a quantidade de cafeína em 2 xícaras de café diminuía significativamente o fluxo de sangue para o coração, principalmente durante exercícios em altitudes elevadas.
Rob van Dam, cientista da Harvard e principal autor da análise do The Jornal of the American Associaton, admitiu que a cafeína pudesse aumentar a pressão sangüínea e elevar sutilmente os níveis de do aminoácido homocisteína, podendo elevar o risco de doenças cardíacas. "Eu não recomendaria às pessoas aumentar o consumo de café a fim de evitar o risco da doença", disse Dam, "mas a evidência é que para a maior parte das pessoas sem condições específicas, o café não prejudica a saúde. Se as pessoas apreciam a bebida, é confortante saber que não precisam ter medo dos efeitos negativos sobre a saúde".
Fonte: sindicafesp.com.br
Guia do Barista
Profissão surgida na Itália e introduzida no Brasil há pouco mais de seis anos, o barista é o especialista no preparo de cafés espressos, cappuccinos e bebidas à base de espresso. É aquela pessoa que tem técnica e conhecimento para preparar e mostrar ao consumidor a personalidade única e própria de cada café. É para esses profissionais e para todos os apreciadores da bebida que foi escrito "O Guia do Barista: da Origem do Café ao Espresso Perfeito", de autoria de Edgard Bressani, executivo da Ipanema Coffees e primeiro juiz brasileiro certificado internacionalmente pelo WBC - World Barista Championship.
O Guia do Barista, uma publicação da Café Editora, foi lançado no dia 27 de junho em São Paulo, no 2º Espaço Café Brasil, dentro da Fispal Food Service, no Expo Center Norte.
Com grande experiência em café e um apaixonado pela bebida, Edgard Bressani teve a idéia de escrever o Guia do Barista ao constatar que no Brasil não havia nenhuma literatura específica para esses profissionais, o que ocorre também em outros países. Escrito de forma leve, inovadora e objetiva, o livro apresenta, em 10 capítulos distribuídos em 120 páginas, informações que abrangem desde a produção até dicas técnicas sobre como tirar um espresso perfeito e criar drinques à base de café. Aborda também a importância histórica do café no Brasil e no mundo e traz dados completos sobre as competições de baristas.
"Minha proposta é contribuir para a formação dos baristas. Eles precisam ter respostas na ponta da língua para o consumidor cada vez mais antenado e conhecedor do assunto. Infelizmente nem todos têm a oportunidade de visitar uma fazenda, então a idéia foi tentar passar a eles o que de importante há da semente à xícara. Acredito que ajudará muito a esses profissionais, tornando-se o livro de cabeceira deles", diz Bressani.
"O Guia do Barista: da Origem do Café ao Espresso Perfeito" será distribuído pela Café Editora (www.revistaespresso.com.br) nas principais livrarias do país e também em algumas cafeterias. O preço sugerido é de R$ 40,00.
Sobre o autor
Com currículo extenso e grande envolvimento no marketing dos cafés brasileiros, no trabalho dos baristas e na promoção de produtos do Brasil no exterior, Edgard Bressani, 37 anos, natural de Ribeirão Preto (SP), é graduado em Direito e tem MBA em Marketing pela Universidade de São Paulo. É executivo da Ipanema Coffees, maior fazenda produtora de cafés especiais do mundo, que atua em mais de 15 países.
Bressani começou a trabalhar no setor cafeeiro em 2001, tendo sido o Coordenador do Programa Cafés do Brasil, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil), do Ministério do Desenvolvimento, até 2004. Nesse período, foi também diretor-executivo da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), quando organizou e participou de eventos em vários países.
Nestes anos de dedicação à promoção dos cafés especiais brasileiros, conheceu o trabalho dos baristas, organizou o Campeonato Brasileiro de Baristas por 4 anos, fez cursos no Brasil e no exterior e tornou-se o primeiro juiz brasileiro certificado internacionalmente pelo WBC - World Barista Championship. Foi diretor de Normas Técnicas da Associação Campeonato Brasileiro de Barista (ACBB), entidade que ajudou a criar, em 2005; e Juiz Presidente de certames regionais e do Campeonato Brasileiro de Baristas. Bressani também foi membro do Conselho de Relações Internacionais (IRC) da Specialty Coffee Association of America (SCAA) e coordenador do Brazilian Chapter da Speciality Coffee Association of Europe (SCAE) durante os anos de 2003 e 2004.
Fonte: Revista Cultivar
Café na Merenda Escolar
Agosto de 2007
O projeto "Café na Merenda, Saúde na Escola", uma iniciativa da ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café foi lançado no dia 14 de agosto em Juiz de Fora/MG, numa parceria da empresa Café Toko com a Escola Municipal Eunice Alves Vieira, no Bairro Barbosa Lage, e que conta com o apoio da Secretaria de Educação da Prefeitura. O lançamento foi realizado na sede da escola.
O evento contou com a presença de alunos, professores, do diretor executivo da Abic, Nathan Herszkowicz, do responsável pelo Comitê Médico - científico do projeto, Darcy Lima, do diretor executivo da Café Toko, Almir Filho (também vice-presidente e diretor de Qualidade da ABIC), do prefeito de Juiz de Fora, Alberto Bejani e de representantes da Secretaria de Educação.
Com caráter social e científico o projeto tem como objetivo auxiliar na disseminação de hábitos de alimentação saudáveis junto aos jovens, além de destacar as propriedades do consumo moderado do café para saúde, divulgando seus benefícios à atividade intelectual, ao aprendizado escolar e à prevenção de doenças. "A proposta é resgatar o saudável hábito do café com leite", diz Nathan Herszkowicz.
A Escola Eunice Alves Vieira conta com 520 alunos de 4 a 12 anos, dos quais 350, da faixa de 6 à 12 anos, participam do projeto. Iniciado no dia 12 de março de 2007, o projeto funcionou no primeiro semestre letivo em caráter "piloto". Durante esse período, a Café Toko e a direção da Escola acompanharam o andamento buscando possíveis adaptações ou necessidades a serem atendidas. O período de experiência afirmou a validade do projeto, refletida na grande aceitação do café na rotina diária de estudantes, educadores e funcionários da escola.
Conforme demonstram estudos científicos, o café estimula o sistema de vigília, a atenção, a concentração e pode ajudar no aprendizado escolar. Além disso, é uma bebida energética natural e que não engorda, não contribuindo, portanto, para o alarmante problema da obesidade infanto-juvenil. "O café não é remédio", diz o Dr. Darcy Lima. Entretanto, a comunidade médico-científica já considera a planta como funcional, porque previne doenças mantendo a saúde, e nutracêutica, ou seja, combina propriedades nutricionais com farmacêuticas.
"O café possui componentes como sais minerais, açúcares, lipídios, aminoácidos, niacinina ou Vitamina PP e polifenóis antioxidantes, denominados ácidos clorogênicos", enumera o Dr. Darcy. "Após o processo de torra, essas substâncias formam um composto chamado quinídeos, que causa uma série de benefícios para o organismo. Assim, do ponto de vista alimentício, todos esses componentes fazem do café uma bebida natural e saudável", avalia o médico lembrando que, portanto, café não é só cafeína, como muitos pensam.
Fonte: Abic
Selo de Pureza do Café
O café é consumido desde 1550, porém as primeiras sementes de café chegaram ao Brasil somente em 1727, por intermédio do sargento-mor Francisco de Melo Palheta, que as contrabandeou da Guiana Francesa para o Maranhão. Entretanto, a ausência de condições naturais favoráveis fez com que o cultivo fosse redirecionado para o Sul do país. Os frades capuchinhos foram os primeiros a plantar café no Rio de Janeiro. De lá, saíram as primeiras sementes para as regiões dos arredores da cidade e depois para São Paulo e Minas Gerais.
A primeira exportação data de 1795, mas foi apenas a partir de 1880, com o trabalho dos colonos europeus nos cafezais e com o surgimento dos barões do café, que se iniciou um novo ciclo econômico no Brasil, tornando o país o maior produtor mundial de café, posto que ocupa até hoje. Atualmente, sua produção e comercialização movimenta US$ 4,5 bilhões por ano e representa 4% do Produto Interno Bruto, gerando uma receita de US$ 2 bilhões e criando cerca de 5 milhões de empregos diretos no campo.
fonte: inmetro.gov.br
A bebida é feita a partir da infusão do café torrado e moído, ou seja, da adição de água e com o emprego de calor.
Estima-se que o seu consumo interno esteja em torno de 9,3 milhões de sacas por ano. Porém, apesar deste número elevado, o consumo per capita (por pessoa), por ano, no Brasil, tem apresentado uma queda ao longo dos anos. Em 1965, este consumo era superior a 4,8 kg por pessoa, por ano, enquanto que, em 1989, este valor era estimado em torno de 2,27 kg.
A fim de reverter este quadro, a ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café – instituiu, em 1989, o Programa de Controle do Café Torrado e Moído/Selo de Pureza ABIC, um programa de auto-regulamentação do setor com os seguintes objetivos:
- devolver ao consumidor a credibilidade no produto;
- desenvolver em todo o público conhecimentos sobre o café;
- retornar ao consumo per capita de café no Brasil dos anos 60;
- solucionar o problema de fraudes.
O Selo de Pureza surgiu em 1987, quando uma pesquisa constatou que, para o consumidor brasileiro, "todo o café era igual", "a maioria tem mistura" e que "o melhor produto era exportado". Essa realidade era conseqüência direta dos tabelamentos de preços e do próprio programa de aumento de consumo interno, desenvolvido, na década de 60, pelo extinto IBC – Instituto Brasileiro do Café, que resultaram na proliferação de torrefadoras que, além de não atenderem aos requisitos mínimos de qualidade dos grãos utilizados, ainda adulteravam seus produtos.
Essas fraudes são feitas através da adição de matérias estranhas ao café, milho e cevada, por exemplo, antes da sua torrefação. O aspecto granuloso do café, sua textura oleosa e aderente e a sua cor contribuem para que tais substâncias estranhas tornem-se quase imperceptíveis, tornando difícil seu reconhecimento sem o auxílio de aparelhos e métodos analíticos especiais.
A partir de campanhas institucionais veiculadas através dos órgãos de imprensa para divulgar o Selo e da verificação periódica dos produtos, realizada pela própria ABIC, esta realidade está mudando,
- no início das fiscalizações, quase 30% das amostras analisadas pela ABIC continham misturas. Atualmente, esse índice caiu para 3% e está relacionado, quase em sua totalidade, a marcas não associadas e, portanto, sem o Selo;
- tanto o consumo per capita quanto a produção cresceram, alcançando valores próximos a 3,34 kg/ano e 11 milhões de sacas, respectivamente;
- o número de empresas associadas à ABIC aumentou, de 1988 para 1996, de 220 (responsáveis por 350 marcas), para 538 (responsáveis por 1.062 marcas), sendo que existem, atualmente, 1.800 empresas torrefadoras de café, que respondem por cerca de 2.500 marcas;
- Hoje, o Selo de Pureza ABIC é atestado imprescindível para as indústrias, pois sua presença é exigida na maioria das concorrências e licitações de empresas públicas e privadas.
É importante esclarecer ao consumidor, que a presença do Selo na embalagem do café atesta a pureza e a confiabilidade do produto encontrado no mercado, ou seja, se ele está comprando um café sem nenhum tipo de mistura. Ele não garante o melhor ou pior sabor, já que esta é uma característica subjetiva e inerente ao paladar de cada indivíduo.
Sobre a Cafeína
A cafeína é a droga mais consumida no mundo e é encontrada em uma grande quantidade de alimentos, como chocolate, café, guaraná, cola, cacau e chá-mate, é possível encontrá-la também em alguns analgésicos e inibidores de apetite. O valor nutricional da cafeína está ligado apenas ao efeito excitante.
Em excesso, a cafeína pode ocasionar alguns sintomas como irritabilidade, agitação, ansiedade, dor de cabeça e insônia.
Devido ao estímulo acima mencionado que esta droga proporciona alguns efeitos comprovados, como aumento da atenção mental, aumento da concentração, melhoria do humor, diminuição da fadiga.
Segundo estudos dez gramas, em média, de cafeína é uma dose letal para o homem, e em uma xícara de café são encontrados cem miligramas de cafeína.
Apesar de ser utilizada para solucionar problemas cardíacos, ajudar pessoas com depressão nervosa decorrente do uso de álcool, ópio, a cafeína é uma droga que causa dependência física e psicológica, uma vez que para estimular o cérebro utiliza os mesmos mecanismos das anfetaminas, cocaína e heroína. Os efeitos da cafeína são mais leves, porém manipula os mesmos canais do cérebro, uma das razões que pode levar as pessoas ao vício.
Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola
Tipos de Preparo do Café
A adição de água quente ao café torrado e moído, produzindo então a bebida café, é um processo chamado de infusão, e pode ocorrer por filtragem, percolação, prensagem ou pressão, sendo que cada um destes produz tipos de bebidas distintas.

Pressão: conhecido como café expresso, neste preparo o café é moído na hora e acondicionado em um filtro que sofre uma pressão de água a 90oC e 9Kg de pressão durante 30 segundos em média, gerando uma bebida cremosa e aromática. Criado pelos franceses, o café expresso é considerado o método mais apropriado para apreciação de todas as nuances desta bebida.

Prensagem: em um recipiente de vidro se coloca o pó de café misturado com água quente não
fervente e em seguida introduz-se um filtro que é pressionado por um êmbolo que separa o pó do café já pronto para consumo. O método, que virou moda entre os norte-americanos, é conhecido como Prensa Francesa.

Percolação: Método onde se coloca o pó de café no centro de um equipamento moka, que posicionado em um fogão faz a água entrar em ebulição e pressionar café líquido para um
recipiente. É a forma mais utilizada para consumo de café na Europa.

Filtragem: O pó é acondicionado em um filtro, de papel ou de pano, com adição de água quente
não fervente por cima. Este método é muito utilizado na cultura brasileira de preparo, através de coadores caseiros e cafeteiras elétricas, dando origem ao tradicional cafezinho.
fonte: abic.com.br
Receitas de café
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As origens do café
Kaldi evidentemente levou essa maravilhosa "dádiva divina" ao mosteiro local, mas as reações não foram favoráveis e ele ateou fogo nos frutos, dizendo serem "obra do demônio". O aroma exalado pelos frutos torrados nas chamas atraiu todos os monges para descobrir o que estava causando aquele maravilhoso perfume e os grãos de café foram rastelados das cinzas e recolhidos. O abade mudou de idéia, sugeriu que os grãos fossem esmagados na água para ver que tipo de infusão eles davam, e os monges logo descobriram que o preparado os mantinha acordados durante as rezas e períodos de meditação. Notícias dos maravilhosos poderes da bebida espalharam-se de um monastério a outro e, assim, aos poucos espalharam-se por todo mundo.
As evidências botânicas sugerem que a planta do café origina-se na Etiópia Central (onde ainda crescem vários milhares de pés acima do nível do mar). Ninguém parece saber exatamente quando o primeiro café foi tomado lá (ou em qualquer parte), mas os registros dizem que foi tomado em sua terra nativa em meados do século XV Também sabemos que foi cultivado no Iêmen (antes conhecido como Arábia), com a aprovação do governo, aproximadamente na mesma época, e pensa-se que talvez os persas levaram-no para a Etiópia no século VI d.C., período em que invadiram a região.
À medida que o café tornou-se cada vez mais popular, salas especiais nas casas dos mais abastados foram reservadas para se tomar café, e casas de café começaram a aparecer nas cidades. A primeira abriu em Meca, no final do século XV e início do XVI e, embora originalmente fossem lugares de reuniões religiosas, esses amplos saguões onde os clientes se sentavam em esteiras de palha ou colchões sobre o chão, rapidamente tornaram-se centros de música, dança, jogos de xadrez, gamão, conversas em locais em que se faziam negócios.
A primeira abriu em Meca, no final do século XV e início do XVI e, embora originalmente fossem lugares de reuniões religiosas, esses amplos saguões onde os clientes se sentavam em esteiras de palha ou colchões sobre o chão, rapidamente tornaram-se centros de música, dança, jogos de xadrez, gamão, conversas em locais em que se faziam negócios.

Sua popularidade espalhou-se por Cairo, Constantinopla e para todas as partes do Oriente Médio, mas os muçulmanos devotos desaprovavam todas as bebidas tóxicas, incluindo o café, e consideravam as casas de café como uma ameaça à observância religiosa. Às vezes, esses centros populares de diversão eram atacados e destruídos por fanáticos religiosos, e alguns governantes apoiavam a proibição do café e impunham punições aterrorizadoras: aqueles que desobedecessem poderiam ser açoitados, presos dentro de um saco de couro e atirados no Bósforo.
Enquanto isso, comerciantes europeus da Holanda, Alemanha e Itália certamente estavam exportando grãos e, também, tentando introduzir a lavoura em suas colônias. Os holandeses foram os primeiros a iniciar o cultivo comercial no Sri Lanka, em 1658, e então em Java, em 1699, e por volta de 1706 eles estavam exportando o primeiro café de Java e estendendo a produção para outras partes da Indonésia. Em 1714, os holandeses bem-sucedidos presentearam Luís XIV da França com um pé de café que cresceu numa estufa em Versailles e quando deu frutos, as sementes foram espalhadas e as mudas foram levadas para o cultivo na ilha de Réunion, na época chamada de Ilha de Bourbon. A variedade de arbustos de café que se desenvolveu daquela árvore em Paris tornou-se conhecida como o café Bourbon e foi a fonte original de grãos hoje conhecidos no Brasil como Santos e no México como Oaxaca.

Desenvolvimento do café
fonte: planetaorganico.com.br
Café e Excesso

Tudo em excesso pode fazer mal. As críticas ao consumo de cafeína em quantidades moderadas são total e completamente infundadas, mas ainda arraigadas ao limitado conhecimento de pessoas desinformadas. Em quantidades moderadas - o equivalente a 400-500 mg/dia - dose de até 4 xícaras - a cafeína não é prejudicial a saúde humana, desde a gestação até o final da vida. A administração aguda de cafeína causa um aumento modesto da pressão sangüínea arterial, dos níveis de catecolaminas, da atividade de renina plasmática, dos níveis de ácidos graxos livres, da produção de urina e da secreção gástrica. Ela altera o espectro eletroencefalográfico, o humor e o padrão do sono em voluntários normais. O consumo crônico de cafeína não possui efeitos na pressão sangüínea, nos níveis plasmáticos de catecolaminas, na atividade de renina plasmática, na concentração de colesterol no soro, nos níveis de glicose no sangue ou na produção de urina. A cafeína não está associada com o infarto do miocárdio, nem com o câncer do trato genitourinário inferior ou do pâncreas; com teratogenicidade ou doença fibrocística da mama. O papel da cafeína na produção de arritmias cardíacas ou de úlcera gástrica ou duodenal em pessoas normais também não foi confirmado, não havendo evidências de que a cafeína seja prejudicial ao ser humano sadio. Apesar do consumo de café e chá ser antigo, as pesquisas que avaliam os efeitos do café no homem são recentes. Cerca de uma centena de produtos químicos foi identificada no café, sendo algumas, como o ácido clorogênico, até mais abundantes que a cafeína. A cafeína é o elemento do café mais estudado até o momento e o principal responsável pelas propriedades estimulantes que deram a popularidade à bebida. Mas seu consumo moderado não é prejudicial ao organismo.
Quer saber mais?
Composição Química do Café
Composição Química
O café não é só cafeína

A maioria das pessoas que toma café diariamente ignora quais são as substâncias que estão presentes no café e pensa que o café contém apenas ou, principalmente, cafeína. Grande engano! O café possui apenas de 1 a 2,5 % de cafeína e diversas outras substâncias em maior quantidade. E estas outras substâncias podem até ser mais importantes do que a cafeína para o organismo humano. O grão de café (café verde) possui além de uma grande variedade de minerais como potássio (K), magnésio (Mg), cálcio (Ca), sódio (Na), ferro (Fe), manganês (Mn), rubídio (Rb), zinco (Zn), Cobre (Cu), estrôncio (Sr), cromo (Cr), vanádio (V), bário (Ba), níquel (Ni), cobalto (Co), chumbo (Pb), molibdênio (Mo), titânio (Ti) e cádmio (Cd); aminoácidos como alanina, arginina, asparagina, cisteína, ácido glutâmico, glicina, histidina, isoleucina, lisina,metionina, fenilalanina, prolina, serina, treonina, tirosina, valina; lipídeos como triglicerídeos e ácidos graxos livres , açúcares como sucrose, glicose, frutose, arabinose, galactose, maltose e polissacarídeos. Adicionalmente o café também possui uma vitamina do complexo B, a niacina (vitamina B3 ou vitamina PP de "Pelagra Preventing" do inglês) e, em maior quantidade que todos os demais componentes, os ácidos clorogênicos, na proporção de 7 a 10 %, isto é, 3 a 5 vezes mais que a cafeína. Após a torra, os ácidos clorogênicos formam diversos quinídeos que possuem vários efeitos farmacológicos, como aumento da captação de glicose (efeito antidiabético), ação antagonista opióide (efeito anti-alcoolismo) e inibidora da recaptação da adenosina (efeito benéfico na microcirculação).
Quer saber mais?
Um bom artigo sobre café
Café
O café é uma bebida produzida a partir dos grãos torrados do fruto do cafeeiro. É servido tradicionalmente quente, mas também pode ser consumido gelado. O café é um estimulante, por possuir cafeína – geralmente 80 a 140 miligramas para cada 207 ml dependendo do método de preparação.
Em alguns períodos da década de 1980, o café era a segunda commodity mais negociada no mundo por valor monetário, atrás apenas do petróleo. Este dado estatístico ainda é amplamente citado, mas tem sido impreciso por cerca de duas décadas, devido a queda do preço do café durante a crise do produto na década de 1990, reduzindo o valor total de suas exportações. Em 2003, o café foi o sétimo produto agrícola de exportação mais importante em termos de valor, atrás de culturas como trigo, milho e soja.
Origem
A história do café começou no século IX. Originário das terras altas da Etiópia (possivelmente com culturas no Sudão e Quênia) e difundido para o mundo através do Egito e da Europa. Acredita-se que a palavra café seja derivada da palavra Kaffa, região da Etiópia.
Uma lenda conta que um pastor chamado Kaldi observou que suas cabras ficavam mais espertas ao comer as folhas e frutos do cafeeiro. Ele experimentou os frutos e sentiu maior vivacidade. Um monge da região, informado sobre o fato, começou a utilizar uma infusão de frutos para resistir ao sono enquanto orava.
O conhecimento dos efeitos da bebida disseminou-se e no século XVI o café era utilizado no oriente, sendo torrado pela primeira vez na Pérsia.
Na Arábia, a infusão do café recebeu o nome de Kahwah ou Cahue (ou ainda Qah'wa, do original em árabe قهوة). Enquanto na língua turco otomana era conhecido como Kahve, cujo significado original era vinho. A classificação Coffea arabica foi dada pelo naturalista Lineu.
O café no entanto teve inimigos mesmo entre os árabes, que consideravam suas propriedades contrárias às leis do profeta Mohammad. No entanto logo o café venceu essas resistências e até os doutores maometanos aderiram à bebida para favorecer a digestão, alegrar o espírito e afastar o sono, segundo os escritores da época.
Em 1475 surge em Constantinopla a primeira loja de café, produto que para se espalhar pelo mundo se beneficiou, primeiro, da expansão do Islamismo e, em uma segunda fase, do desenvolvimento dos negócios proporcionado pelos descobrimentos.
Por volta de 1570, o café foi introduzido em Veneza, Itália, mas a bebida, considerada maometana, era proibida aos cristãos e somente foi liberada após o papa Clemente VIII provar o café.
Na Inglaterra, em 1652, foi aberta a primeira casa de café do continente europeu, seguindo-se a Itália dois anos depois. Em 1672 cabe a Paris inaugurar a sua primeira casa de café. Foi precisamente na França que, pela primeira vez, se adicionou açúcar ao café, o que aconteceu durante o reinado de Luís XIV, a quem haviam oferecido um cafeeiro em 1713.
Na sua peregrinação pelo mundo o café chegou a Java, alcançando posteriormente os Países Baixos e, graças ao dinamismo do comércio marítimo holandês executado pela Companhia das Índias Ocidentais, o café foi introduzido no Novo Mundo, espalhando-se nas Guianas, Martinica, São Domingos, Porto Rico e Cuba. Gabriel Mathien de Clieu, oficial francês, foi quem trouxe para a América os primeiros grãos.
Ingleses e portugueses tentaram a sua sorte nas zonas tropicais da Ásia e da África. As primeiras plantações dos portugueses no Brasil foram feitas na Região Norte do país, em 1727. Francisco de Melo Palheta foi quem introduziu no Brasil o café, depois de uma viagem à Guiana Francesa.
As condições climatéricas não eram as melhores nessa primeira escolha e, entre 1800 e 1850, tentou-se outras regiões: o desembargador João Alberto Castelo Branco trouxe mudas do Pará e as cultivou em Rio de Janeiro, depois São Paulo e Minas Gerais, locais onde o sucesso foi total. Também como fator favorável é citado haver nesses locais e no Paraná a terra roxa, considerada o melhor solo para o plantio do café. Graças a isso o Paraná tornou-se o maior estado produtor brasileiro em 1959. O negócio do café começou, assim, a desenvolver-se de tal forma que se tornou a mais importante fonte de receitas do Brasil durante muitas décadas.
Vale ressaltar que o sucesso da lavoura do café em São Paulo durante a primeira parte do século XX, levou a que o Estado se tornasse um dos mais ricos do país, fazendo com que vários fazendeiros indicassem ou se tornassem eles próprios presidentes do Brasil, até que se enfraquecessem politicamente com a Revolução de 30.
Os estabelecimentos comerciais na Europa consolidaram o uso da bebida do café, e diversas casas de café ficaram mundialmente conhecidas, como a Virgínia Coffea House, em Londres, e o Café de La Régence em Paris, onde se reuniam nomes famosos como Rousseau, Voltaire, Richelieu e Diderot.
O invento da cafeteira, já em finais do século XVIII, por parte do conde de Rumford, deu um grande impulso à proliferação da bebida, ajudada ainda por uma outra cafeteira de 1802, esta da autoria do francês Descroisilles, onde dois recipientes eram separados por um filtro.
Em 1822 uma outra invenção surge em França, a máquina de café expresso, embora ainda não passasse de um protótipo. Em 1855 é apresentada em uma exposição, em Paris, uma máquina mais desenvolvida, mas foi em Itália que a aperfeiçoaram.
Assim, coube aos italianos, apenas em 1905, comercializar a primeira máquina expresso, precisamente no mesmo ano em que foi inventado um processo que permitia descafeinar o café. Em 1945, logo após o final da Segunda Guerra Mundial, a Itália continua tendo a primazia sobre os expressos e Giovanni Gaggia apresenta uma máquina onde a água passa pelo café depois de pressionada por uma bomba de pistão. O sucesso foi notório.
Com a "quebra" da Bolsa de Valores americana em 1929, o Brasil teve a primeira grande crise de superprodução do café, tendo que o governo brasileiro promover a queima de estoques para tentar segurar os preços. Nos finais da década de 30, o Brasil tinha-se visto a braços com outro excedente de produção que foi resolvido com ajuda da Nestlé, quando esta inventou o café instantâneo.
Superada mais essa crise, o Brasil continuou a ser o maior produtor mundial de café, embora nos últimos anos tenha de concorrer com outros países da América Latina.
O café é, atualmente, a bebida mais consumida no mundo, sendo servidas cerca de 400 bilhões de xícaras por ano. O tipo de café mais comum é o arábica, ocupando cerca de três quartos da produção mundial, seguido do robusta, que tem o dobro da cafeína contida no primeiro.
O café e a saúde
A maioria das pessoas que consomem café diariamente desconhece as substâncias saudáveis e os seus efeitos terapêuticos:- O consumo moderado de café (de três a quatro xícaras por dia) exerce efeito de prevenção de problemas tão diversos como o mal de Parkinson, a depressão, o diabetes, os cálculos biliares, o câncer de cólon e o consumo de drogas como o álcool. Além disso melhora a memória e, conseqüentemente, o desempenho escolar.
- O café contém vitamina B, lipídios, aminoácidos, açúcares e uma grande variedade de minerais, como potássio e cálcio, além da cafeína.
- O café tem propriedades antioxidantes, combatendo os radicais livres e melhorando o desempenho na prática de esportes.
- Doenças como infarto, malformação fetal, câncer de mama, aborto, úlcera gástrica ou qualquer outro tipo de câncer não estão associadas ao consumo moderado de cafeína.
- Melhora a taxa de oxigenação do sangue.
A cafeína chega às células do corpo em menos de 20 minutos após a ingestão do café. No cérebro, a cafeína aumenta a influência do neurotransmissor dopamina.
Entre os malefícios causados pelo consumo excessivo de café podemos listar:
- Ação diurética compulsivo causadora de perda de minerais e oligoelementos, aminoácidos e vitaminas essenciais.
- Causa enfraquecimento do organismo através da perda de sódio, potássio, cálcio, zinco, magnésio, vitaminas A e C, bem como do complexo B.
- Possui relação direta com a doença fibroquística (eventualmente percursora do “cancer da mama”).
- Pode causar de polipos (primeiro estágio do cancer no aparelho digestivo), verrugas, psoríases e outras afecções dermatológicas.
- Reduz a taxa de oxigenação dos neurônios.
- Provoca uma maior secreção de ácido clorídico, causando irritações nas mucosas intestinais que causam colites e ulcerações, principalmente para quem sofre de gastrite.
- Sua ação é acidificante do sangue, propiciando o surgimento de leucorreias, cistites, colibaciloses e variados acessos fúngicos.
Produção
| Principais produtores | ||||||
| Ano | 1984 | 1994 | 2004 | |||
| 1 284 | 25% | 1 692 | 30% | 2 356 | 35% | |
| 14 | 0% | 212 | 4% | 831 | 12% | |
| 662 | 13% | 779 | 14% | 684 | 10% | |
| 373 | 7% | 377 | 7% | 443 | 7% | |
| 139 | 3% | 152 | 3% | 300 | 4% | |
| 196 | 4% | 169 | 3% | 231 | 3% | |
| 170 | 3% | 227 | 4% | 221 | 3% | |
| 260 | 5% | 250 | 4% | 204 | 3% | |
| 70 | 1% | 71 | 1% | 201 | 3% | |
| 153 | 3% | 144 | 3% | 165 | 2% | |
| 86 | 2% | 131 | 2% | 155 | 2% | |
| 151 | 3% | 150 | 3% | 107 | 2% | |
| 289 | 6% | 180 | 3% | 105 | 1% | |
| 134 | 3% | 138 | 2% | 85 | 1% | |
| 51 | 1% | 41 | 1% | 68 | 1% | |
| 45 | 1% | 68 | 1% | 60 | 1% | |
| 83 | 2% | 143 | 3% | 56 | 1% | |
| 28 | 2% | 84 | 1% | 48 | 1% | |
| 50 | 1% | 41 | 1% | 48 | 1% | |
| 95 | 2% | 24 | 0% | 44 | 1% | |
| 93 | 2% | 100 | 2% | 43 | 1% | |
| 59 | 1% | 56 | 1% | 42 | 1% | |
| Outros | 554 | 11% | 397 | 7% | 264 | 4% |
| Total | 5 039 | 100% | 5 624 | 100% | 6 760 | 100% |
fonte: wikipedia.org
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